Criado em colaboração com o ChatGPT.
INTRODUÇÃO
O Projeto PSI é uma iniciativa de análise, modelagem e reengenharia de sistemas processuais, com foco no entendimento de como os dados, procedimentos e decisões circulam em ambientes institucionais complexos, especialmente no Judiciário e na administração pública. O projeto combina engenharia de software, análise de processos, interoperabilidade, segurança da informação e análise crítica de sistemas legados, buscando transformar conhecimento técnico em instrumentos de transparência, eficiência e controle social. Mais do que desenvolver código, o PSI se propõe a revelar a lógica interna dos sistemas, documentar seus fluxos reais (e não apenas os formais) e criar bases sólidas para evolução tecnológica, auditoria, integração e ensino de informática processual.
A INTERAÇÃO
A interação entre usuários humanos e sistemas processuais não pode mais se apoiar exclusivamente em interfaces gráficas baseadas em telas. Durante décadas, as telas foram tratadas como o paradigma natural da comunicação homem–máquina, frequentemente resultando em interfaces complexas e pouco intuitivas, muitas vezes concebidas sem a participação efetiva de psicólogos ou especialistas em cognição humana.
Com o tempo, surgiu a profissão de especialista em UX (User Experience), buscando corrigir esses excessos. Ainda assim, esses profissionais frequentemente enfrentam limitações impostas por paradigmas antigos. Paralelamente, novos desenvolvedores passaram a criar interfaces centradas no uso de dispositivos móveis, o que introduziu uma proliferação de modelos de interação nem sempre compatíveis entre si, agravando a fragmentação da experiência do usuário.
A evolução recente dos sistemas de inteligência artificial demonstrou de forma inequívoca que usuários humanos são plenamente capazes de interagir com sistemas complexos por meio de linguagem natural, escrita ou falada. Ferramentas como o ChatGPT popularizaram esse modelo de interação, seguidas por iniciativas como o Microsoft Copilot, consolidando a linguagem natural como um meio legítimo e eficiente de controle de sistemas.
Nesse contexto, tecnologias de mensageria instantânea — como o WhatsApp — passaram a ser vistas como possíveis interfaces para sistemas processuais, funcionando como intermediários conversacionais. No entanto, essa abordagem apresenta limitações relevantes. A introdução de intermediários externos é desnecessária, potencialmente perigosa e ineficiente. A dependência de terceiros cria pontos únicos de falha, riscos à confidencialidade das informações processuais, custos adicionais e camadas extras de rede que degradam desempenho e confiabilidade. Além disso, qualquer indisponibilidade ou falha no intermediário impactaria diretamente no funcionamento do sistema processual.
O uso de navegadores para simular interfaces de chat também é viável, como demonstrado por projetos como o Eliza, de 1966 [1] e seus descendentes na web [2]. Ainda assim, essas soluções mantêm problemas semelhantes de superfície de ataque ampliada (o conjunto de todos os pontos pelos quais um sistema pode ser atacado, explorado ou comprometido) e ineficiência estrutural (o modelo é ineficiente por construção, não por má implementação).
Há, entretanto, tecnologias consolidadas, simples e seguras que podem ser reutilizadas com eficácia. Protocolos como o SSH, amplamente testados e auditados ao longo de décadas, permitem comunicação segura, direta e controlada. Ferramentas tradicionais de interação textual em sistemas Unix demonstram que não se trata de um retrocesso tecnológico, mas da integração inteligente de soluções maduras a novos paradigmas de uso.
Dessa forma, as propostas de interação do usuário com o sistema PSI podem ser resumidas da seguinte maneira:
- A interação pode ocorrer via aplicativos de mensageria, como WhatsApp, mas não de forma exclusiva.
- Pode ocorrer por meio de navegadores, utilizando interfaces que simulem chat, também sem exclusividade.
- Pode ocorrer por meio de conexões SSH, utilizando clientes já disponíveis nos sistemas operacionais, oferecendo maior controle, desempenho e segurança.
Em dispositivos móveis, os usuários podem escolher os clientes que melhor atendam às suas necessidades, priorizando facilidade de uso, performance ou segurança, sem que o sistema PSI fique preso a um único canal ou fornecedor.
Referências
[1] https://pt.wikipedia.org/wiki/ELIZA
[2] https://sites.google.com/view/elizaarchaeology/try-eliza
