Dia 30 de maio de 2026 os ônibus da cidade do Rio de Janeiro deixam de aceitar dinheiro. Algumas linhas já não aceitam.
Para o passageiro ter o seu direito de ir e vir, precisará adquirir os cartões do Jaé.
É um moderno processo de transferência de recursos, que beneficiará a operadora do serviço, que já promete disponibilizá-lo até em bancas de jornal.
Em vez de desembolsar seus cinco reais por viagem, o passageiro irá recarregar cartão. Isso garante pelo menos R$ 10,00 na conta do Jaé – a recarga mínima. Mas podemos esperar que os passageiros recarreguem mais, por comodidade. Digamos uns 30 reais. Isso garante 20 reais a mais na conta da operadora, até amanhã, pelo menos.
Multipliquemos esses vinte reais pelos milhões de usuários. Teremos na conta do Jaé dezenas de milhões de reais sobrando. É um dinheiro que pode comprar ações, financiar operações rápidas de crédito a juros, uma verdadeira reinvenção do antigo overnight (quando grandes aplicações eram feitas de um dia para o outro, com bons lucros), mas provavelmente sem impostos.
No final o passageiro recebe seu dinheiro de volta, em prestações, ao pagar as passagens do resto da semana. Sem os juros que a operação proporcionou.

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