Imagine que vocĂȘ tem uma conta corrente no Bradesco, na agĂȘncia Santa Clara, em Copacabana â Rio de Janeiro. Agora, suponha que vocĂȘ tenha entre 60 e 97 anos e um saldo considerĂĄvel em conta e aplicaçÔes. ParabĂ©ns! VocĂȘ pode ser classificado como um cliente Principal.
O Bradesco, em um gesto de “cortesia” â e sem qualquer aviso prĂ©vio â decide transferir sua conta para uma agĂȘncia em Botafogo, a 4 Km e um tĂșnel de distĂąncia, garantindo-lhe “benefĂcios exclusivos”, como acesso a salas VIP em aeroportos. Mas hĂĄ um pequeno detalhe: quando vocĂȘ vai atĂ© a sua agĂȘncia original, descobre que seu saldo sumiu. Na verdade, sua conta foi simplesmente transferida. Agora, como um cliente Principal, vocĂȘ tem o privilĂ©gio de pagar um tĂĄxi e ir atĂ© Botafogo para conhecer seu novo gerente. Tudo por sua conta e risco.
Curiosamente, essa nĂŁo Ă© a primeira mudança imposta pelo banco. O Bradesco jĂĄ havia fechado sua antiga agĂȘncia na Rua Barata Ribeiro e o encaminhado os clientes para a Santa Clara, 1 Km adiante. Agora, mais um deslocamento. Talvez o banco esteja implementando um programa secreto de treinamento fĂsico para idosos (rs).
Mas, por ora, prezados e prezadas, sugiro que compareçam Ă sua agĂȘncia original e exijam a reversĂŁo imediata dessa transferĂȘncia arbitrĂĄria. VocĂȘs nĂŁo autorizaram nada, nĂŁo receberam telefonema, e-mail, carta ou qualquer aviso formal. E mesmo que tivessem recebido, nĂŁo teriam a obrigação de aceitar.
EstĂĄ claro que o Bradesco nĂŁo tem compromisso com seus clientes, muito menos com os idosos. O Ășnico interesse Ă© o que Ă© melhor para o prĂłprio banco. Eu adoraria um bate-papo com os idealizadores desta âbrilhanteâ estratĂ©gia.

SĂȘ o primeiro