Racismo Calculado


Algoritmos de plataformas e redes sociais ainda precisam de muita discussão para fugir de estereótipos.
BRUNA SOUZA CRUZ - DE TILT, EM SÃO PAULO

A inteligência artificial já domina várias atividades da nossa vida. Está no aplicativo do banco, no pedido online do mercado, em nossas redes sociais. Mas também pode ser racista, machista e discriminar pessoas por sua religião ou orientação sexual. Segundo alguns pesquisadores da área, isso acontece porque os algoritmos reproduzem as falhas do comportamento social vigente (confira no vídeo abaixo).

Sistemas de reconhecimento facial já foram usados para justificar a prisão de homens negros que, mais tarde, comprovou-se que eram inocentes. Programas de celular e filtros de redes sociais estimulam mudanças em fotos que permitem afinar o nariz e clarear a pele, reforçando estereótipos discriminatórios de beleza.
Um usuário do Google Fotos denunciou em 2015 que a plataforma havia rotulado a foto de um casal negro com a legenda “gorilas”. A empresa afirmou na época que tomaria as medidas necessárias para evitar a repetição de erros como esse. Com o Flickr aconteceu um problema semelhante. No lugar de gorilas, a plataforma rotulou com a palavra “macacos” fotos de pessoas negras

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